Foco nas oportunidades (Parte I: A simplicidade do complexo)

Já pensou em ter o seu próprio negócio? Certamente sabe que não é o único. Aliás, faz parte de um grupo com forte crescimento. Mas, é preciso muito cuidado.

Alguns pontos precisam ser levados em consideração como identificação de oportunidades, busca de diferencial, comportamento do mercado, entre outros. Com certeza, essa jornada requer a leitura de vários documentos, avaliações de informações e consultoria de profissionais e amigos. Esse artigo visa levantar alguns pontos de reflexão fundamentais para encarar os desafios.

Simplificando

Foi o tempo que o sonho de um profissional era trabalhar em uma grande empresa. É cada vez mais constante a intenção de profissionais que, a partir de uma idéia simples, preferem abrir seu próprio negócio. As histórias de sucesso vêm empolgando outros a apontarem essa alternativa como o melhor caminho para suas carreiras profissionais. A partir disso, bancos e empresas de investimentos vêm apostando forte nos jovens talentos.

Talvez uma aversão aos modelos tradicionais de mercado esteja facilitando essa escolha. O consumidor está cada vez mais exigente e busca mais valores agregados com garantias e compatibilidade fiel nas suas escolhas. Há uma preferência forte de se pagar efetivamente por apenas o que for útil. Também há uma certa dificuldade, por parte das empresas de grande porte, de acompanhar as tendências de mercado com a velocidade suficiente.

Outros fatores motivadores está na constante busca por melhor qualidade de vida, com relações de trabalho mais flexíveis. Sem contar em poder orquestrar as tomadas de decisões, que costumam ser mais rápidas e menos burocráticas. Com grandes chances de sucesso, tendo em vista a melhor comunicação com o seu público.

Mesmo mais vulneráveis as oscilações do mercado e concentrando mais responsabilidades, empresas menores possuem objetivos mais focados com resultados mais eficientes e de curto prazo. Contudo, requer um leque de produtos bem definidos e que se adapte as contantes mudanças da demanda do consumidor.

Essa tendência é facilmente verificada no surgimento e forte crescimento de várias empresas com bandeiras de soluções simplificadas, objetivas e gerência focada no cliente. A Gol Linhas Aéreas Inteligentes S/A e o próprio Google são bons exemplos, já que, em pouco tempo, ganharam posição de destaque em seus respectivos setores da economia. Para se manterem no topo, aprimoram constantemente seus processos e políticas de recursos humanos. Facilitando, assim, as tomadas de decisões estratégicas.

Veja também:
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Definindo a estratégia

- A motivação da sua equipe reflete diretamente na qualidade dos produtos -

Costumo dizer que as melhores estratégias surgem em uma “conversa de bar” com amigos. A informalidade nos deixa mais leve, permite melhor fluidez dos assuntos e fazemos questão de explicitar aquelas idéias.. como posso dizer?!… “sem noção”. Somos capazes de falar e fazer o que não teríamos coragem de expor em uma reunião formal de trabalho. As vezes, opiniões que poderiam servir de base para muitas soluções. Nos apresentamos mais dinâmicos, promovendo um debate caloroso, sem medidas de opinar sem “magoar” e apontar falhas. Porém. mais dispostos a ouvir, sem esquecer do respeito e da tolerância sempre fundamentais.

É possível se obter ótimos resultados incorporando algumas dessas características informais a uma reunião de negócios. Desde que haja limites e posturas bem definidos. De fato, concordo que qualquer imposição vai de encontro a intenção de se tornar o ambiente mais agradável e propício a participação efetiva da equipe. Mas há fatores fundamentais que nunca devem ser esquecidos. Tal como a posição de pai e filho, a hierarquia… O respeito e a definição de responsabilidades devem permanecer intocáveis em qualquer ambiente. Se pensarmos bem, inclusive em uma mesa de bar.

Promover uma melhor participação da equipe através da manipulação do ambiente não é complicado, mas depende do perfil e da capacidade de liderança do gestor chefe. A confiança deixou de ser medida apenas por capacidades técnicas, mas pelas relações humanas e organizacionais. Em primeiro lugar, é fundamental construir uma posição de destaque por reconhecimento e respeito, mas nunca a base do poder (força bruta) e hierarquia.

O objetivo é oferecer (a equipe) motivação baseado no sentimento comum de conquista, além de personificar (em seu líder) o respeito e a segurança. Cada um precisa incorporar, em suas tarefas, motivação que o possibilite dar mais um passo para que, no fim, alcance, o além do valor monetário, suas realizações pessoais. Como um bom Soldado, lutar com a certeza das motivações. Orientado por um General, que entende perfeitamente que a saúde dos seus comandados devem sempre vir primeiro que a própria.

A base do caminho rumo ao sucesso do seu negócio começa pela motivação da equipe, visto que a “energia” produzida refletirá diretamente na qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Quando participante da equipe, temos a real noção do quanto essa energia influencia diretamente no resultado final. A percepção é a mesma quando cliente. Nem sempre entendemos e aceitamos a decepção da quebra de nossas expectativas.

- O produto na boca do seu público -

Você certamente já ouviu sobre o “método boca-a-boca” de propaganda. Sem sombra de dúvidas, é o que obtém os melhores resultados. Ainda melhor quando experimentada em uma mesa de bar.

De fato, esse “conceito”, aparentemente primitivo e distante das complexas campanhas publicitárias a qual estamos acostumados, é a base da publicidade. Inclusive, dando origem a filosofia, um pouco grotesca, de “fale mal, mas fale de mim“. Bastante prático quando o objetivo é a visibilidade, porém bastante propício a rotulagem.

Analisando bem, percebemos que o objetivo de uma campanha publicitária é basicamente apresentá-lo ao maior número de pessoas possíveis dentro do seu público alvo. O sucesso pode ser medido quando a dinâmica “boca-a-boca” é alcançada. Simples na essência e difícil na prática.

A forte concorrência e estilo dinâmico do mundo moderno vêm dificultando o objetivo básico de surpreender e chamar a atenção do consumidor. As campanhas publicitárias procuram causar impacto a fim de ver seus produtos pautados nas “conversas de bar”. Iniciando, assim, um ciclo positivo de curiosidade, disseminando bons comentários com a velocidade desejada (Veja o artigo sobre os princípios da comunicação). Vale lembrar que esse processo não é garantido quando o produto não corresponde as expectativas, correndo o risco de ocorrer o efeito inverso e devastador. Na maioria dos casos, a volta é bastante complicada.

Em suma, o ânimo da equipe reflete no sucesso do produto junto ao consumidor, que, por sua vez, é o responsável direto em levar essa satisfação ao público. É preciso avaliar individualmente quando se deseja atingir o coletivo. Às vezes, estamos tão ligados em números estatísticos que não nos damos conta do poder que pequenas decisões podem influenciar nos resultados. Por esse motivo, para direcionar melhor as tomadas de decisões é extremamente fundamental avaliar todas as atividades do ciclo produtivo até o consumidor e recolher opiniões de funcionários e usuários. Com isso, criar o tão temido vínculo, identificando todos envolvidos, fortalecer o orgulho do produtor ao consumidor. Finalmente, satisfazendo você.

Continue lendo:
Parte II: O poder da informação na captação de clientes
Parte III: Nos limites da viabilidade

Veja também:
O que é marketing boca-a-boca?
Mario Persona – A satisfação do cliente como ferramenta de lucratividade
Em busca da satisfação do cliente

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Postado por Rodrigo Seco em 01/04/2008
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7 Comentários to Foco nas oportunidades (Parte I: A simplicidade do complexo)

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